Sobre Josias Teófilo

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 Josias Teófilo é cineasta, escritor e fotógrafo brasileiro. Formou-se em jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco em 2010. Foi colaborador da Revista Continente de 2011 a 2015, onde escreveu principalmente sobre arte e entrevistou personalidades como Hélène Grimaud, Boris Schnaiderman, Phillipe Jarrousky, Marlos Nobre, João Moreira Salles, Paulo Mendes da Rocha.

Seu primeiro curta-metragem, Quarteto Simbólico, sobre o arquiteto modernista Delfim Amorim, feito como projeto de conclusão de curso de jornalismo, foi exibido em mais de 40 festivais e mostras do país e recebeu o prêmio de melhor documentário de formação do Festcine no Recife, além de fazer parte da coleção de DVDs Antologia do Cinema Pernambucano e do programa de matérias de faculdades de arquitetura.

É fotógrafo, especializado em fotografia analógica em pequeno e médio formato, e teve sua exposição O templum-tempus realizada em São Paulo em 2014. Publicou ensaios fotográficos em revistas online especializadas, como a Revista Old (edição número 31).

É autor do ensaio biográfico O Cinema Sonhado, ganhador do prêmio Antônio de Brito Alves de melhor ensaio da Academia Pernambucana de Letras. O livro trata da vida do seu avô, Pedro Teófilo Batista, que foi cineasta e inventor autodidata, tendo realizado dois filmes em 35mm no final da década de 1960 no Recife, e foi elogiado pelo crítico literário Rodrigo Gurgel no texto Três livros para compreender o Brasil.

Em 2015 realizou o longa-metragem O Jardim das Aflições, sobre o filósofo Olavo de Carvalho, filmado na Virgínia (EUA). O documentário foi financiado através de um crowdfunding e obteve mais de 350 mil reais em doações privadas (sem recursos públicos), sendo o maior financiamento coletivo para um filme já feito no Brasil.

O filme foi selecionado para a mostra competitiva do festival Cine PE, no Recife, e esteve envolto numa polêmica de repercussão nacional quando sete cineastas resolveram retirar seus filmes do festival em protesto contra a presença de O Jardim das Aflições e Plano Real. O ato produziu um acalorado debate na mídia nacional em que se posicionaram importantes figuras do cinema e da cultura nacional e terminou por provocar o adiamento do festival.

O Jardim das Aflições terminou consagrado no festival Cine PE com três prêmios: melhor filme do júri oficial, melhor filme do júri popular e melhor montagem. O filme esteve em cartaz durante 9 semanas em circuito comercial e foi exibido em mais de vinte cidades brasileiras, tendo um público total pagante de cerca de 20 mil pessoas.

O filme também foi exibido em dezenas de universidades federais brasileiras, e voltou ocupar manchetes quando militantes de esquerda tentaram impedir exibições no Recife e em Salvador.

Em 2016 realizou o curso online Arte e Mito – a origem mítico-religiosa de toda manifestação artística, e tem realizado palestras por todo o Brasil. Em 2018 realizou o curso O Sagrado e o Profano na Arte, também online.

Atualmente, Josias Teófilo tem escrito sobre arte em diversas publicações, como Folha de S. Paulo, Estado da Arte do jornal O Estado de São Paulo e Gazeta do Povo. Ao mesmo tempo, prepara um ensaio sobre a obra do cineasta russo Andrei Tarkóvski a ser publicado pela Editora Record.